segunda-feira, 28 de novembro de 2016

A Formiga, a Cigarra, o Urso, a Raposa e todos os animais da floresta


A Formiga, a Cigarra, o Urso, a Raposa e todos os animais da floresta

      Há dias na floresta em que a chuva vem de repente, com sua força poderosa, de modo a refrescar o ar e a assegurar a fecundidade da terra. Vem tanto para os pequeninos insetos quanto aos grandes mamíferos e répteis. Vem no tempo que tem de vir para durar o tempo que tem de durar. Nenhum animal ou vontade possui poder sobre ela.
      Nesses momentos, a Formiga aceita suspender seu trabalho e deixa de encontrar a Cigarra, que, por sua vez, cessa a cantoria. O Urso e a Raposa também não se encontram, uma vez que não saem de suas tocas. A mesma lei vale para todos os outros bichos da floresta. (E antes que alguém faça alguma observação sobre algum animal, lembre-se de que o que se lê é uma fábula, não um tratado de Biologia).
        Assim, quando a chuva faz seu trabalho, todos os demais labores são poupados aos animais, e eles se recordam de que suas pequeninas mas essenciais atividades dependem de algo além das próprias forças. Sabem que ainda que todos os esforços se somem, nada do que possam fazer é maior do que uma pequena parte do que a Natureza faz.
      Em instantes como esses, o animais mais humildes olham para a floresta como um grande templo e, em silêncio, contemplam, se comovem e agradecem. 
           
         MORAL: é preciso humildade para reconhecer que nossa existência depende muito mais daquilo que está além de nosso controle do que propriamente do que fazemos para mantê-la.
       

Nenhum comentário:

Postar um comentário